1 de Maio em Lisboa: Sex workers march in Lisbon on May Day

Lisboa, 1 de mayo 2009

Este texto viene de Alexandra Oliveira de Portugal, autora de un excelente libro sobre el trabajo sexual llamado As vendedoras de ilusões. La foto es de Sérgio Vitorino, quien cuenta su experiencia aquí con más fotos. My English translation of Alexandra’s text follows her original.

‘No dia 1 de Maio, um grupo de prostitutas integrou a manifestação do May Day, em Lisboa. Acho que foi um dia histórico: foi a primeira vez que tal aconteceu em Portugal e partiu delas, spontaneamente. Elas perguntaram às trabalhadoras sociais de um projecto de intervenção porque não iam juntar-se aos outros trabalhadores no dia do trabalhador. Eu estive lá com elas, a dar apoio. Foram 7 mulheres que desfilaram sem máscaras, cheias de coragem – duas delas levaram as filhas pequenas com elas. O apoio veio das Irmãs Oblatas – umas freiras fantásticas que fazem trabalho de rua com mulheres trabalhadoras do sexo -, dum grupo de activistas LGBT (Panteras Rosa) e duma associação artística que tem uma bailarina que faz com elas trabalho de dança e expressão corporal (c.e.m – centro em movimento). Fomos todos no desfile. Eramos um pequeno grupo mas chamamos a atenção com os nossos guarda-chuvas vermelhos. Aos poucos, está a criar-se um movimento. Fiquei feliz e orgulhosa por estar lá.’

On the first of May, a group of prostitutes joined the May Day demonstration in Lisbon. I think it was an historic day: it was the first time this happened in Portugal and came from the women spontaneously. They asked the social workers from an outreach project why they shouldn’t join other workers on workers’ day. I was there with them to give support. They were 7 women who marched without masks, full of courage – two brought their little daughters with them. Support came from sisters of the Oblatas order – fantastic nuns who do street work with women sex workers -, from a group of LGBT activists (Panteras Rosa – Pink Panthers) and from an artistic association that has a dancer who works with the women on dance and body expression (called c.e.m/centro em movimento – movement centre). We were all in the procession. We were a small group but we attracted attention with our red umbrellas. So a movement is created, in gradual steps. I was happy and proud to be there.

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